


foto tirada da net
**
Lembro na memória os olhos dela saltitantes
Entre os meus o vácuo e a braguilha
De como mordia os lábios excitantes
E suspirava de anseios na alma em volta que brilha
Lembro os trejeitos dos lábios lascivos sensuais
Os toques pretensamente involuntários
As mamas insolentes nas minhas costas tão venais
As nádegas salientes roçagando meus binários
Lembro os suspiros meneios do corpo dengosa
Os seios entre o decote agitados provocantes
A voz suave e quente melada melodiosa
O intimismo das palavras que nos faziam amantes
Lembro de como tudo então aconteceu
O envolver súbito dos seus braços
Os lábios frenéticos o beijo que me enlouqueceu
O movimento das mãos dos corpos
Se abriu sobre o meu falo e com a vagina o engoliu
Apertando em movimentos do gozo as perninhas
Até que a semente de mim partido se esvaiu
Lembro da insaciável sofreguidão
Já uma dor estranha e o falo saciado se redimia
Ainda ela cavalgava o sonho do tesão
Hipersensível felina que de olhos revirados me alumia
Lembro ambos éramos então jovens casados
Eu de amor inflamado virginal ela de interesse capital
Uma ocorrência cósmica nos achou desfasados
E nos levou a sucumbir em sexo num poderoso vendaval
Lembro a dor abdominal que em mim se instalou
A culpa a dor a meia culpa a culpa inteira
Amar no absoluto uma mulher como ninguém antes amou
E achar-me nesta aventura seduzido sem fronteira
Lembro que com o correr do tempo
Fui pai de gémeos nascidos de barrigas diferentes
andei com as duas no mesmo obstetra atento
ignominioso abjecto amante oculto das iras inocentes
Autor: alberto prado verde

foto tirada da net
![]()
O RITUAL
Quando te vi vir o corpo balançando
Entre um pé que pousa e outro que se levanta
Suavemente dengosa e me amando
Sussurrando palavras que a minha alma encanta
Sob a transparência lasciva do vestido
Erótica sensual apelativa a calcinha vermelha
A enlouquecer de tesão meu falo intumescido
Ante a visão do belo que a mais nada se assemelha
Sentada a descoberto as coxas o vestido subido
Mergulho meu rosto entre elas a pele macia
Aspiro inebriado os teus odores a libido
Tacteio os grandes e pequenos lábios que a alma aprecia
Ambos embebidos no ritual do ambiente
Nocturnos de Chopin tangem no piano sensualidade
Círios despontam chama na penumbra quente
Teu fogo e o meu clamam das almas por piedade
Viramos os corpos em posições contrárias
Sorvo teus fluidos da vulva com sofreguidão
Sôfrega de mim sugas meu falo gotas corsárias
Teu falo curtinho teu grelo se agita na animação
Teus seios se roçando sobre meu umbigo
Meus pelos do peito te excitando
Mordes meu falo com os lábios meu doce abrigo
Chupo teu grelo frenético abro os lábios da vulva arfando
Lambes os testículos lambuzas o rosto de sucos melados
Penetro a vagina com a língua sinto os teus frémitos
Ambas as mãos as minhas e as tuas nas nucas suadas
Num simultâneo absoluto de orgasmos eméritos
Meu amor meu corpo da alma amante
Mulher sublimada no gozo de ser tão amada
Tua boca e teu rosto cobertos de esperma excitante
Minha boca pastosa meu rosto colmeia de teus fluidos melada
Autor: alberto prado verde
Mulher nua na praia deitada
Corpo coberto de bruma poalha do mar
Protectora a alma adeja em volta de nada
Conjuga fogosa a forma futura do verbo amar
Nossas almas se atraem de amor a tua e a minha
E se deixam uma na outra encantar
Ladeiam os corpos risos breve corridinha
Toques subtis que ateiam fogos no teu olhar
Eléctricas na agitação do mar o rumor
Ficam possessas de anseios ousadias medos
Sorvem odores no ar e nos corpos almas de amor
Por fim aquietam-se nossas almas amantes
Desnuda me toma em polvorosa tensão
Tua alma pura dengosa e a minha fascinantes
Alma aderente melada cheia de tesão
Fazemos sexo nas correntes de ar em ebulição
Alma gentil que me seduziste infinita
No coito me amas com o teu poder de sedução
Alma generosa de fêmea mulher bendita
Mas não é só de sexo que tua alma se encanta
Alma solidária que se inquieta em tempo de guerra
Alma amorosa comprometida com o planeta que esquenta
Alma sublime de poeta do Céu e da Terra
Vejo o teu corpo nu na areia da praia deserta
Alma em deleite evasão sobre o corpo adejante
Descubro no fulgor dos teus olhos uma porta aberta
E entro na ilusão de ser em ti e de ti amante
Autor: alberto prado verde

foto tirada da net
![]()
duas mulheres aos beijos entrelaçadas
tão linda uma delas que me dói a sua formosura
são amantes fazem a vida de casadas
tão naturais no meio de gente que as enclausura
Quem és?...
sou mulher e lésbica
dizem que é uma mania
há quem diga que é doença
sou do tipo masculino a ética
gosto de mulheres meigas afins em sintonia
sou assim desde criança
no sexo encaixamos as coxas uma na outra
as vulvas em fogo coladas os clítoris excitantes
as mamas sobem e descem doces esfregas
em frente da cama um espelho que nos mostra
somos dois corpos como um só duas cabeças mutantes
os dedos penetram os cus as conas sôfregas
invertemos dos corpos nova posição
com os lábios a língua penetramos a cona ardente
as mãos acariciam as mamas os mamilos
soltamos gritos lânguidos de satisfação
bebemos os sucos libertados dos sexos docemente
inebriados de cheiros quentes sibilinos
somos duas mulheres apaixonadas
ela é linda e eu amo na alma suas virtudes
eu sou de aspecto masculino pelos nas pernas
somos encanto uma na outra geminadas
temos projectos desejos não entendemos atitudes
vivemos nas nossas almas amantes ternas
somos mulheres e lésbicas
assumimos dos genes a nossa condição
como qualquer par temos momentos negativos
falamos do ser ouvimos do amor suaves prédicas
somos amigas de amor nesta paixão
passeamos de mãos dadas entre os nativos
autor: Alberto Prado Verde
foto tirada da net
![]()
no meu sonho eras um corpo de mulher
pousado sobre a restinga no meio do mar
a maré quando enche e te cobre vem dizer
que és uma ilusão de magia no meu olhar
mas isso eu não sei quando te sonho
e nado para te chegar contra a corrente
sinto no coração a taquicardia cerro o cenho
quase a tocar-te sou afastado na enchente
tens uma flor vermelha entre os cabelos
presa num fio de oiro cintilante
de mistura com o mar o teu perfume
morrer eu antes queria de outros flagelos
que na água fria ante teu corpo flamejante
num impulso ganho asas e pouso no teu corpo doce lume
acaricio com os dedos o teu sexo
retiro dele os teus sucos odoríferos
depois espalho pelo teu corpo num reflexo
de os ter em mulher orgulho dos mamíferos
assim odorado teu corpo me esfrego nele
me deleito no sabor a cheiro intenso
te beijo e te sussurro à flor da pele
e entro em tua alma feliz como me penso
misturo com os dedos os teus e os meus sucos
e da amalgama surtida eu nos cheiro
tem um sabor de aroma acre adocicado
são rosas jasmins lótus sabe a doces frutos
efeitos mágicos a chave que falta em meu chaveiro
abrir no cofre teus segredos bem guardados
o tempo corre célere a água sobe sem demora
meu sexo no teu sexo teus lábios os seios
a revolução interior que exalta e me devora
levanto voo assim pegados e pouso suavemente em teus anseios
autor: alberto prado verde

foto tirada da net
![]()
a anca alarga sedutora
quando te colocas de joelhos
tombado o rosto sobre as mãos delicadas
a vulva sob os pelos escancarada redutora
o orifício do ânus abre e fecha entre folhos
são medos ou ânsias perturbadas
olhas o espelho e vês-te de ti própria descoberta
tocas com os dedos de teus sonhos a evidência
sentes calor e frio a mente fervilha de emoções
a vulva ao ser tocada acalenta ser coberta
o ânus encolhe e estende os medos da carência
os seios acolhem nos bicos estranhas sensações
voluptuosamente mudas de posição
estás de frente os olhos de ti se penetrando
os seios proeminentes exibem mamilos aglutinantes
ladeia os lábios da vulva o clítoris com a mão
cheiras teus cristais de odores suando
espalhas pelo corpo todo és tu de dentro e teus amantes
fixo o teu corpo mulher no espelho mágico
saboreio a doce exaltação da alma que nele se excita
estou suspenso do lado de fora de ti matéria
é um privilégio dos sentidos,tocar-te seria uma tragédia
ainda que num momento haja um calor que me agita
ser na tua alma é ser no teu coração artéria
cheiro no teu corpo nu de mulher os teus odores
devolvidos pelo espelho que me turva a vista
sinto o corpo revolto na ternura da maresia
fazer amor na alma pura entre o perfume das flores
delirante da loucura lasciva que me conquista
é ser em ti e tu seres em mim o sabor erótico a poesia
autor: alberto prado verde
![]()
![]()
![]()
olho o teu corpo esbelto sob sol ardente
o biquíni azul a anca sedutora
há um tufo de pelos rebeldes na ilharga
os bicos lascivos dos teus seios dureza saliente
parte da calcinha vincando a vulva redutora
e me deixo inebriar do todo que a alma abarca
fixo os meus olhos no teu corpo lassidão
e vejo um vulto diáfano em volta
que me reflecte de ti a alma com prontidão
mulher amor da minha alma amante
e ela lasciva num apelo luxuriante
a tua alma bela que em mim geme sibilina
o teu odor da vulva que por mim sobe anelante
beijo nos teus olhos a íris cristalina
beijo nos teus lábios o sabor adocicante
num dos teus seios beijo a dureza mamilina
sob a calcinha a língua na vulva latejante
a tua pele macia acetinada na maresia
que desperta dentro da alma um desejo libertino
mulher deitada na areia com mar ao fundo é poesia
no erotismo do poema ao toque do sol vespertino
a praia está deserta o sol no ocaso
levanto a ponta do véu do biquíni tua calcinha
meu falo enrubescido penetra em teu fogo incandescente
estremece o teu corpo do intruso devasso
a tua alma sorri sensual de mão dada com a minha
o mundo acabava ali não fosse eu de ti carente
autor: alberto prado verde

foto tirada da net
![]()
Vai-me a cona em brasa,fogueira sob a calcinha
sabes que não aguento,dou-te o cu e quero mais
tua chama libertina tua cona onde meu caralho se aninha
é uma toca felina e teu cu na orgia dando sinais
penetra-me apenas e gozas em mim
sinto-lhe o gozo, deliro em espasmos sensuais..
mulher louca me inebrias com teu perfume de jasmim
os teus delírios ao penetrar-te o sussurro dos teus ais
.
Vou-te em brasa, fêmea ardente
sem tabus ou preconceitos
lasciva luxuriante a pele do teu corpo que me sente
na boca no cu na cona minha geleia gozos perfeitos
a lamber-te o sexo afoito
entre a cona,as coxas e os peitos.
mulher galante endiabrada o nosso coito
produz magias que nos perduram nos efeitos

![]()

dueto: Lu e alberto prado verde