


foto tirada da net
a vulva conluiada com a vagina
sendo a boca da cratera do sensual vulcão
diz ao pénis lasso adormecido
que está possessa de sentir a veia grossa ou fina
em movimentos compulsivos de tesão
rasgando de prazer o seu tecido
o pénis orgulhoso na lascívia
abruptamente desperto com ternura
olha na luxúria a vulva exposta
ao ver o rubro folho que sinais envia
incha de sangue e culto sua estrutura
e envia de mansinho sua resposta
a vagina toda ela se contrai
em espasmos alucinantes de satisfação
sentindo dentro pulsar o pénis que a devora
em cada impulso libertino ele se esvai
quente e duro palpitante sedução
e se deleita em secreções ou fluidos que demora
o pénis cumpriu mas desagrava
já fui garanhão intrépido possante
do prazer vaginal continuado
quando um só orgasmo não bastava
não sei se do regime alimentar ou gozo constante
fico exausto cada vez que na vagina sou sugado
a vagina em cujo seio se apaga o fogo ardente
toda alagada do ejaculado sémen redentor
devolve que se basta em cada etapa
todo o tempo tem um tempo que agita a mente
o resto são bazófias desviantes do amor
no gozo de amar e ser amada ao natural sem capa
autor: A.P.V.
na cidade
há uma postura que condena
quem na via pública mija e caga
até os cães que têm dono por caridade
poupados na multa que a lei ordena
obriga ao dono a que ou limpa ou paga
vejo senhoras senhores
com seus cães de fino porte
obedientes pela trela meia
saco na mão apanham a bosta dos horrores
que salve da pisadela a pouca sorte
pior é quando a bosta é diarreia
quando assim devidamente exposta
vira a bosta pasto de moscas impacientes
seja de cão de hominídeo ou de gaivota
se for canídeo cheira e segue a direcção oposta
se é gente distraída pisa e diz palavras indecentes
contra cães donos e todo o mundo que ainda vota
promulga a poesia em edital de vulto
toda a bosta pública será cientificamente analisada
e punido o transgressor com a pena de exclusão
é uma medida extrema a que o poeta presta culto
por ser o mais exposto à pisadela descuidada
quando olha é para dentro não vê a bosta vê o cão
autor: Alberto Prado Verde

Diálogo intimo entre humanos no cio da autoria de: Ana Aranda e Alberto Prado Verde
imagem tirada da net
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Há um jogo de espelhos
dispersos pelo quarto estrategicamente
para que nos vejamos deitados ou de joelhos
em posições de sedução ou cópula eminente
os meus lábios se deleitam na vulva em sangue
vejo os teus que me sugam o falo absorventes
teus mamilos oscilam onde meu olhar abrange
pernas abertas a anca em movimentos intermitentes
quando te beijo fixo o teu olhar desvairado
no espelho de baixo que reflecte o e no de cima
no outro em frente a cavidade rósea do ânus encharcado
e a vulva em espasmos no clímax que se aproxima
e sinto um gozo único uma ternura
aperto onde me encontro em ti ardendo
se é no cesso insisto para que se distenda a tripa dura
se é na vulva páro para sentir tuas batidas no falo sendo
estremeço ao ver o falo entrar na vulva e no cesso à vez
meus dedos excitados em teus duros mamilos
ver o pasmo do teu rosto a cor púrpura da tez
sentir a exaltação da libido em teus murmúrios
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foto tirada da net
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acho de loucos vagamente iluminados
mas é o meu fetiche ver os corpos como dançam
em movimentos lânguidos ou possessos alados
no auge dos gozos que no amor de nós alcançam
tudo mexe dentro de mim útero ovário
arrepios que me estremecem a alma louca
sentir teu falo que entra na vulva como um corsário
que ao palpitar me excita tê-lo na boca
desfaleço no teu jeito meigo ao penetrar
no meu cuzinho e ver nele o falo inteiro
a tua mão cheia de minha vulva a arfar
outra nos mamilos beijos no pescoço arrepiar
é o que chamo e sinto sexo total
neste jogo com fim anunciado que a vida nos disputa
eu caprichosa suada gemendo como um animal
e tu arfando rasgando a alma plena em cada luta
há um sentir e um ver que sente
neste jogo que os espelhos reflectem
há cheiros de esperma e fluidos na pele na mente
há absolutos de efeitos estranhos que nos prometem
autor:APV
a) foto da net